Artistas

Conheça os mestres do forró pé de serra

Targino Gondim

Targino Gondim

Onildo Almeida

Onildo Almeida

nildo Almeida é um consagrado compositor, músico e poeta brasileiro, reconhecido como um dos maiores expoentes da cultura e da música nordestina. Nascido em Caruaru, Pernambuco, em 13 de agosto de 1928, ele se destaca como o único grande compositor vivo da era de ouro do Rei do Baião, Luiz Gonzaga. Com quase um século de vida e esbanjando lucidez, ele continua na ativa participando de apresentações e parcerias musicais.

Mari Melo

Mari Melo

Mariana Aydar

Mariana Aydar

Alceu Valença

Alceu Valença

Nando Cordel

Nando Cordel

TIZIU DO ARARIPE

TIZIU DO ARARIPE

Diego Oliveira

Diego Oliveira

I

Isa Pegado

Coisa de Zé

Coisa de Zé

Amanda Requião

Amanda Requião

Enok Virgulino

Enok Virgulino

Enok foi o fundador do trio Virgulino e esteve a frete do trio durante 38 anos. Recentemente seguiu em carreira solo e tem espalhado sua essência festiva em todo lugar que passa.

NANDO NOGUEIRA

NANDO NOGUEIRA

Trio Classe A

Trio Classe A

Pipoca Show

Pipoca Show

Quininho de Valente

Quininho de Valente

Aos 44 anos de carreira no Forró, Quininho de Valente revisita sua história com o lançamento de um Compacto Duplo, em vinil.

Alvorada

Alvorada

O Trio Alvorada surgiu no ano de 2004 com a idéia de reviver velhos clássicos do forró tradicional e dar uma "cara nova" ao forró pé-de-serra, com muita cadência e um belo repertório

Nicolas Klassik

Nicolas Klassik

Nascido em 1969 na grande Paris e radicado no Brasil desde 2001, o violinista francês Nicolas Krassik é herdeiro da célebre tradição do violino

D2 In Trio

D2 In Trio

O Forró D2 in Trio é uma renomada banda brasileira de forró pé-de-serra, conhecida por levar ritmos tradicionais como xote, baião e xaxado para todo o país. O grupo é formado por Deda Silva (vocal e triângulo), Hedran Barreto (sanfona) e Scurinho (zabumba).

Ó do Forró

Ó do Forró

Formado há mais de 15 anos por dois nordestinos e um filho de nordestinos, o trio composto por Adan (Paraibano), Sivaldo (Pernambucano) e Álvaro (irmão do Adan, filho de Dona Julieta e Seu Oliveira), teve seu início com o encontro de histórias distintas que desaguam no mesmo bairro: Capão Redondo. A banda que traz em suas raízes a história e influência do nordeste, recebe toda carga da miscigenação cultural que a cidade grande e a periferia podem lhe oferecer, trazendo em suas músicas autorais a origem nordestina com referências urbanas.

ARTHUR VILAR

ARTHUR VILAR

Arthur Vilar (Arthur Farias Vilar) é o criador e apresentador do Podcast Nordestino, um dos maiores programas de podcast do Brasil, focado em valorizar as raízes, a cultura, as tradições e as histórias do povo nordestino. O projeto, que se destaca por dar voz a violeiros, poetas, vaqueiros e artistas populares, já ultrapassou a histórica marca de 1 bilhão de visualizações nas plataformas digitais. Embora nascido em São Paulo, Arthur Vilar cresceu no Cariri paraibano, tendo construído uma forte conexão com a identidade do sertão.Para conhecer um pouco mais da história e ver um bate-papo com Arthur Vilar:

Forróçacana

Forróçacana

Banda brasileira de forró universitário e pé-de-serra, criada em 1997 no Rio de Janeiro. Eles são conhecidos por misturar o forró tradicional com elementos de choro, samba, música árabe e instrumentos inovadores como a rabeca, cítara e cavaquinho.

Sivuca

Sivuca

Severino Dias de Oliveira, mais conhecido como Sivuca, foi um multi-instrumentista, maestro, arranjador, compositor, orquestrador e cantor brasileiro. Suas composições e trabalhos incluem, dentre outros ritmos, choros, frevos, forrós, jazz, baião, música clássica, blues, entre muitos outros.

Bárbara Greco

Bárbara Greco

Circuladô de Fulô

Circuladô de Fulô

Circuladô de Fulô é uma banda brasileira de forró universitário/reggae criada em 2000 em São Paulo.

Dois Dobrado

Dois Dobrado

Dona Zaíra

Dona Zaíra

Dona Zaíra é uma banda paulista criada em 2005 que define seu estilo como forró caipira tupiniquim, por ter como característica a mistura de vários ritmos brasileiros, tendo como base maior o forró pé-de-serra e a criação influenciada pela música caipira.

Chiquinho Alves

Chiquinho Alves

Chiquinho Alves é um aclamado sanfoneiro, arranjador e compositor, considerado um dos principais representantes do forró pé de serra tradicional. Nascido em Piquet Carneiro (CE), ele iniciou sua trajetória na sanfona aos 8 anos

Mestre Marron

Mestre Marron

Ex-vocalista do tradicional grupo Os 3 do Nordeste, Mestre Marrom é uma lenda do forró na Paraíba e um artista admirado por gerações em toda a região.

Trio Juazeiro

Trio Juazeiro

A história do Trio Juazeiro começa no ano de 1962, já em São Paulo, quando Ligeirinho (Jaldi Pereira da Silva), nascido em Santa Luz – BA,

Karenn Fontes

Karenn Fontes

Fubá de Taperoá

Fubá de Taperoá

Juberlino Martins Levino, ou melhor, Fuba nasceu na cidade de Taperoá, no interior da Taraíba em 1953, na terra de outros importantes artistas brasileiros,

Zaca Ferreira

Zaca Ferreira

Mestre Zinho

Mestre Zinho

Mestre Zinho, nome artístico de Erivan Alves de Almeida (1942–2010), nasceu em Rio Largo (AL) e é uma das vozes mais marcantes do forró tradicional. Iniciou sua trajetória ainda na juventude, neto do sanfoneiro de oito baixos Mestre Bruno, iniciou-se nas festas populares de Rio Largo.

Pinto do Acordeon

Pinto do Acordeon

Pinto do Acordeon, nome artístico de Francisco Ferreira Lima, foi um instrumentista, cantor, compositor e político brasileiro.

Forró Sem Balança

Forró Sem Balança

Alexandre Pé de Serra

Alexandre Pé de Serra

Alexandre Pé de Serra é um cantor e compositor paraibano, nascido em João Pessoa e com raízes no município de Serraria (PB). Com mais de 20 anos de carreira, ele se destaca na cena do legítimo forró pé-de-serra, resgatando ritmos como xote, xaxado e baião. Ele conta com uma discografia que inclui álbuns como Autenticidade Forrozeira e Matuto Cheiroso

Cléber Gonzaga

Cléber Gonzaga

léber Gonzaga é um cantor, sanfoneiro e compositor brasileiro de forró e piseiro. Descendente direto da família de Luiz Gonzaga, ele é conhecido por animar o público com um estilo que mistura a tradição do forró clássico com muito alto astral e clássicos de duplo sentido

Forrofiá

Forrofiá

Banda capixaba de forró pé de serra fundada em 2018 na cidade de Vitória, Espírito Santo. O quarteto, formado por sanfona, cavaco, zabumba e triângulo, traz influências de Luiz Gonzaga e Dominguinhos. Eles já realizaram quatro turnês internacionais e possuem músicas autorais nas principais plataformas digitais, como os álbuns "Querendo Mais" (2023) e "Pode Se Remexer Pode Balançar" (2024).

Black do Acordeon

Black do Acordeon

Trio Potiguá

Trio Potiguá

Trio de forró pé-de-serra formado por Severo Gomes, Zezinho Preá e João Preá, oriundos de uma mesma família, de Pedro Velho (RN). Severo Gomes, primo de Zezinho e João, iniciou a carreira aos 17 anos tocando triângulo e zabumba.

Moinho D'agua

Moinho D'agua

Moinho D´água é um quinteto brasiliense que traz o autêntico forró pé de serra aos palcos. Foi formado em 2017,

Manacá da Serra

Manacá da Serra

Grupo musical brasileiro de forró pé de serra formado em Belo Horizonte (MG). O trio é composto por Bárbara Barcellos (voz), Theo Lustosa (sanfona) e Dil Brasil (zabumba e triângulo). Com uma forte conexão com a cultura mineira e nordestina, o grupo mistura ritmos regionais ao tradicional formato de forró pé de serra. Entre seus lançamentos destacam-se o álbum TRIO (2023) e o EP Jangada, lançado em março de 2025 (que contou com a participação do cantor e guitarrista Toninho Horta)

Trio Juriti

Trio Juriti

Trio de forró tradicional idealizado pelos irmãos sergipanos Mestrinho e Thaís Nogueira, filhos dos artistas Erivaldo de Carira, e netos do tocador de oito baixos Manézinho de Carira.

Mestrinho

Mestrinho

Mestrinho, nome artístico de Erivaldo Júnior Alves de Oliveira, é um sanfoneiro, cantor, compositor e arranjador brasileiro. Dominou a sanfona com apenas 21 anos e, frequentemente, é apresentado como "o pupilo ou o discípulo de Dominguinhos", e considerado "um dos músicos mais talentosos de sua geração".

Thais Nogueira

Thais Nogueira

A cantora e compositora sergipana Thaís Nogueira, faz parte da mais pura e tradicional família de Carira – SE, uma cidade que fica na região sertaneja de Sergipe. Ela é de uma família de forrozeiros: meu avô Manezinho de Carira, meu pai Erivaldo de Carira (Erivaldo Cícero de Oliveira), meus irmãos Mestrinho (Edivaldo Junior Alves de Oliveira)e Erivaldinho do Acordeon (Elizaldo Santos de Oliveira) e do mais puro do Forró Pé de Serra de Sergipe. Vindo o dom; primeiro do seu avô, Manezinho de Carira; um grande sanfoneiro da região, que passou para seu filho, Erivaldo de Carira, a herança do tradicional Forró. Hoje Erivaldo de Carira é um dos maiores ícones e referência do Forró em Sergipe e passou a tradição para seus três filhos: Erivaldinho do Acordeon, Mestrinho e Thaís Nogueira. Todos participaram por muitos festivais pelo Brasil: Festival de Forró Rootstock em Belo Horizonte – MG e FENFIT – Festival Nacional de Forró de Itaúnas – Espírito Santo. Thaís Nogueira também viajou para o exterior levando e representando sua música com muito com muita competência e amor. Ela levou o Forró na Rússia, Portugal, França, Amsterdã, entre outros países. Ela é sinônimo de Forró Tradicional!

Bernadete França

Bernadete França

A cantora e compositora paraibana Bernadete França nasceu em Rio Tinto – PB, é a caçula de nove filhos de uma família simples. Sua mãe era costureira e seu pai trabalhava na lavoura e repentista nos finais de semana, fazia versos e tocava viola para as pessoas dos bairros vizinhos de onde morava.

Amélia

Amélia

Amélia Cláudia Garcia Collares, mais conhecida como Amelinha, é uma cantora e compositora brasileira.

Clemilda

Clemilda

Clemilda Ferreira da Silva foi uma cantora brasileira que estourou nas paradas de sucesso com a música “Prenda o Tadeu”, em 1985, e a partir de então participou de vários programas de rádio e TV, como “Clube do Bolinha”, na Bandeirantes, e “Cassino do Chacrinha”, na Globo.

Trio Forrozão

Trio Forrozão

Trio Nortista

Trio Nortista

TRIO NORTISTA com + de 60 anos de História,consagrado com Jonas de Andrade-A velha debaixo da cama Tradição no Forró!!

Trio Nordestino

Trio Nordestino

O Trio Nordestino é um trio de forró iniciado em 1958 em Salvador, na Bahia.

Trio Xamego

Trio Xamego

Trio de forró formado em São Paulo em 1982 por Dió de Araújo, nascido em Escada (PE). Durante a carreira, ele tocou com grandes nomes na música brasileira, como Luiz Gonzaga, Dominguinhos, Gilberto Gil, Maria Betânia, entre outros; e após passear por diversos ritmos, encontrou-se no Forró tradicional.

Dió de Araujo

Dió de Araujo

Trio Sabiá

Trio Sabiá

O Trio Sabiá tem 16 anos de estrada tocando o Forró autêntico. O Sanfoneiro Joca que é fundador do Trio vem de uma família de músicos baianos.

Trio Dona Zefa

Trio Dona Zefa

O nome TRIO DONA ZEFA é em homenagem a mãe de Danilo Ramalho (vocalista) e Murilo Ramalho (Zabumbeiro) e começou em Campinas. Mas em pouco tempo a grande cidade do interior ficou pequena e eles conquistaram a capital São Paulo. As divisas da megalópole foram rapidamente ultrapassadas e o sudeste foi o novo alvo.

Drão Henrick

Drão Henrick

Drão Henrick é um músico, compositor e maestro brasileiro conhecido por seu estilo que mistura diversas influências musicais e composições inéditas. Você pode acompanhar o trabalho dele e conferir suas letras em plataformas.

Os Quatro

Os Quatro

Mestre Genarro

Mestre Genarro

Fabiano Santana

Fabiano Santana

Elba Ramalho

Elba Ramalho

Elba Maria Nunes Ramalho é uma cantora, compositora, multi-instrumentista e atriz brasileira. Sua primeira experiência musical veio em 1968, tocando bateria no conjunto feminino "As Brasas". Posteriormente, o grupo se transformou de musical para teatral.

Diana do Sertão

Diana do Sertão

Diana de Almeida, batizada como Diana do Sertão por Silvio Santos, iniciou sua carreira na década de 70 na Orquestra Zimbo Carnavales

Lívia Moraes

Lívia Moraes

Filha do grande instrumentista, cantor e compositor Dominguinhos, Liv Moraes tem 20 anos de carreira e se destaca como intérprete de Música

Luiz Fídelis

Luiz Fídelis

Luiz Fidelis Lopes é um cantor e compositor cearense. Com mais de 200 canções gravadas, Fidelis ficou famoso por ter suas composições no repertório da banda Mastruz com Leite.

Petrúcio Amorim

Petrúcio Amorim

Compositor. Cantor. Nascido no bairro do Vassoural, em Caruaru, aos nove anos de idade juntava sons e palavras e fazia suas primeiras canções.

Marciel Melo

Marciel Melo

Maciel Melo é um cantor e compositor brasileiro. Maciel destacou-se na história da música nordestina com o clássico Caboclo Sonhador, sucesso nas interpretações de Flávio José e Fagner. Lançou seu primeiro disco em 1989, chamado "Desafio das Léguas".

Janayna Pereira

Janayna Pereira

Bicho de Pé

Bicho de Pé

Bicho de Pé é uma banda formada em 1998 na cidade de São Paulo que compõe e toca música regional brasileira, com ênfase nos ritmos dançantes do Norte e Nordeste, como xote, baião, samba, forró, xaxado, maracatu, carimbó e arrasta-pé.

Falamansa

Falamansa

Falamansa é uma banda brasileira de forró formada em 1998 na cidade de São Paulo. Com a ascensão do forró nas noites da capital paulista, surgiu na cidade um movimento para atender a demanda das casas noturnas e do público adolescente, que se identificou de imediato com a dança e com o ritmo contagiante do estilo.

Trio Virgulino

Trio Virgulino

Trio Virgulino, banda brasileira de Forró pé-de-serra que conquistou o público de São Paulo nos anos 1980 formada por Roberto Pinheiro, Adelmo Nascimento e Enok Virgulino.

Antonio Barros

Antonio Barros

Antônio Barros Silva foi um cantor, compositor e poeta de música popular brasileira.

Ceceu

Ceceu

+7 Cecéu (nome artístico de Mary Maciel Ribeiro) é uma das maiores cantoras e compositoras da história do forró brasileiro, nascida em Campina Grande (PB). Junto com seu falecido marido, Antônio Barros, compôs mais de 700 músicas, incluindo sucessos imortalizados na voz de Elba Ramalho como "Bate Coração".

Marinalva

Marinalva

Campina Grande, 1948. Dona Donzinha cuida em casa de sua filha Maria, nascida às vésperas das festas juninas. Enquanto acalentava a então caçula e cuidava dos outros pequenos, a mãe ouvia a filha mais velha, Inês, pedir autorização ao pai para ir ao cinema com o irmão Ademar. Com o consentimento de Seu Manoel, Inês saía de casa com o irmão, mas não para ir ao cinema, e sim à rádio fazer o que mais gostava: cantar. Escapando da rigidez do pai, que não queria saber de cantora na família, assim surgiu o talento de Inês, que se tornou a famosa artista Marinês, a “Rainha do Xaxado”. O que Seu Manoel não esperava era que, além de Marinês, ele teria outra filha cantora, Maria, o bebê que estava em casa com a mãe enquanto a irmã dava seus primeiros passos na música. Mais tarde, ela ficaria conhecida como Marinalva. O surgimento musical das irmãs não foi fácil. O universo dos cantores nordestinos, desde o seu início, foi dominado pelos homens, assim como na grande maioria das classes trabalhadoras brasileiras do século passado. Eram muitos “reis” para poucas “rainhas”. Devagarzinho, no entanto, e superando preconceitos, elas começaram a surgir. Carmélia Alves, Marinês, Anastácia, Hermelinda, Clemilda e Elba Ramalho são algumas que constam em qualquer lista de mulheres forrozeiras, com seus baiões, xotes e xaxados, entre outros ritmos. Marinalva, apesar do grande talento, vem sendo injustamente esquecida, tanto que não há praticamente nada sobre ela em livros ou mesmo em textos na internet (os poucos que existem trazem informações desencontradas). Ao contrário da irmã mais famosa, que era natural de São Vicente Ferrer/PE, Marinalva (Maria Caetano de Oliveira) nasceu em Campina Grande/PB em 10/06/1948, sexta dos nove filhos (quatro homens e cinco mulheres) de Seu Manoel (Manoel Caetano de Oliveira), mecânico e armeiro, e de Dona Donzinha (Josefa Maria de Oliveira). Em Campina, cresceu nos bairros Liberdade e Quarenta e, curiosamente, era chamada pelos parentes próximos por outro nome. “A gente a chamava de Consuelo ou de Maria Consuelo. A origem do apelido eu não sei não. Depois foi que ficou Marinalva mesmo”, explica o irmão Sussuanil, zabumbeiro, que atualmente reside no Rio de Janeiro/RJ e ainda atua em forrós junto com seu irmão Lourival (ambos tocaram muito tempo com Marinês). O apelido definitivo – Marinalva – só viria no início da carreira profissional, por sugestão do músico e produtor Abdias, então marido de Marinês, referência clara para o surgimento desse nome artístico (o “e sua gente”, acrescentado a Marinês por ideia de Chacrinha, também foi incorporado por Marinalva). Oficialmente, a data de nascimento de Marinalva, constante em certidão de registro, é 10/02/1948, mas a cantora também possuía documentos com a data de 10/06/1948. Em razão do testemunho de seus familiares, que confirmaram que o aniversário dela era comemorado em 10/06, presume-se que houve um erro quanto ao mês em sua certidão de nascimento. Não tendo encontrado, por parte de seu pai, a mesma resistência sofrida pela irmã mais velha para iniciar na música, a caminhada de Marinalva como cantora surgiu quando ela tinha cerca de 14 anos de idade, em programas de calouros, onde interpretava canções não apenas de forró, mas também de outros estilos, a exemplo de músicas do repertório de Ângela Maria. A carreira profissional se iniciou por volta de 1966, já sob o nome artístico de Marinalva e Sua Gente, fazendo apresentações em locais como circos, cinemas e rádios de Campina Grande e de outras cidades, como Recife, onde, naquele ano, foi uma das atrações do programa de auditório Comandos da Alegria, da Rádio Clube, em quadro que divulgava novos artistas. Foi uma das primeiras forrozeiras paraibanas a se destacar no cenário da música nordestina. Década de 70 Seu primeiro disco veio em 1970, com o título Eu também sou de lá, lançado pelo selo Maraca, com destaque para faixas como “Jacaré dos Homens” (Elino Julião) e “O solteirão” (J. Cavalcante/Antônio dos Passos), que foi gravada no mesmo ano por Jackson do Pandeiro. Na canção que dá nome ao disco, de autoria de João Silva e J. B. De Aquino, a cantora se apresenta: “Nasci pra cantar/essa é minha sina/eu também sou de Campina/também quero xaxear”. Após ao lançamento do primeiro LP, Marinalva começou a ser convidada a participar de coletâneas diversas, inclusive assinando algumas canções. Os principais discos foram O fino da roça – vol. 3 (1971), Quermesse (1971), O fino da roça – vol. 4 (1972), Quermesse – vol. 2 (1972) e Fogo na geringonça – vol. 2 (1972), que incluíam músicas da cantora e de nomes como Zé Calixto, Antônio Barros, Messias Holanda e Genival Lacerda, amigo e conterrâneo que muito ajudou a cantora nesse período. Mas foi a partir de 1974 que a paraibana começou a criar discos mais marcantes. Em Poeira do Caminho (1974), gravado em São Paulo sob direção de Pedro Sertanejo, Marinalva mostrou sua qualidade com um bom repertório. Músicas como “Enquanto há vida, há esperança” (Antônio Penha/Wanderley Silva), “Eu vim de longe” e “O bom do xaxado” (ambas de Joca de Castro/Genival Lacerda) mostram a evolução da intérprete. Outro destaque, a toada “Poeira do caminho” (Joca de Castro/Genival Lacerda) apresenta uma das temáticas preferidas da cantora: o Nordeste, com suas belezas, seu povo, seus dramas e problemas. Os outros dois álbuns gravados por Marinalva nos anos 70 comprovam que a década representou, musicalmente, a melhor fase de sua carreira, principalmente pela poesia nordestina contida em diversas letras. Com produção de Jackson do Pandeiro, a cantora lançou pela Chantecler/Alvorada os LPs Viva o Nordeste (1977) e Tardes Nordestinas (1978). Pra quem conhece a obra de Jackson, fica fácil perceber a semelhança na sonoridade desses discos com outros gravados ou dirigidos por ele naquela época, a exemplo de O Rei do Coco, do pernambucano Bezerra da Silva. Nesses álbuns de Marinalva, a cozinha percussiva do Rei do Ritmo é bem perceptível em faixas como “Vou me incendiar” (Raymundo Evangelista/J. B. de Aquino), “Retirante, não” (João Silva/J. B. De Aquino), “Eu vou pra Bahia” (Alba), “Chuva caiu” (Cecéu) e “Chega pra lá meu bem” (Ignácio Virgulino/Marinalva). “Tarde nordestina” (no singular, ao contrário do título do LP), de autoria de D. Matias e Naldinho, tornou-se o principal sucesso da carreira de Marinalva. No mesmo período, participou, com duas músicas, da coletânea Canjica, pamonha e rojão (1977), da qual também faziam parte Jackson do Pandeiro (como produtor e intérprete), Severo, Manezinho Silva, Alventino Cavalcanti e Haroldo Francisco (Kojak do Forró). Duplo sentido e década de 80 O forró com letras de duplo sentido, popularizado na década de 70 por Genival Lacerda e seguido por artistas como Messias Holanda e Zenilton, tornou-se praticamente uma preferência nos anos 80 por parte das gravadoras, que lucravam bastante com a boa venda de discos que exploravam o tema. Sandro Becker, Zé Duarte e Clemilda, a partir da primeira metade da década, juntaram-se aos principais nomes do gênero gravando músicas apimentadas, mas antes do sucesso desses três Marinalva já começava a acrescentar em seu repertório o duplo sentido. O LP De rolha na boca (1980) trouxe a temática escancarada no próprio título, retirado da faixa homônima de autoria do cantor e compositor João Gonçalves, mestre no estilo, em parceria com Micena do Icó. Não se pode dizer, entretanto, que Marinalva tenha feito discos de duplo sentido, pois, apesar de quase todos os seus LPs seguintes possuírem músicas com letras do gênero, elas nunca chegaram a predominar no repertório – eram, no máximo, duas ou três por disco. Mesmo tendo gravado canções de sentido dúbio, Marinalva parecia não se sentir muito à vontade com a temática. Em 1991, ao saber que sua gravação de “Tarde nordestina” havia sido escolhida para integrar a coletânea Brazil Classics 3 – Forró etc., produzida principalmente para o mercado internacional pelo músico David Byrne, ex-líder da banda norte-americana Talking Heads, a cantora demonstrou alívio: “É muito bonita. Fala das coisas do Nordeste, do sofrimento dessa gente do sertão. Ainda bem que não foi daquelas indecentes, de duplo sentido”, declarou (Matéria “Forró a laser agita o mercado americano”. Jornal do Brasil, 15/06/1991). No encarte do CD, o texto assinado pelos professores, escritores e estudiosos de música Larry Crook e Charles A. Perrone destaca que Marinalva costumava fazer “canções tipicamente nostálgicas como Tarde Nordestina”. Moda na época, o duplo sentido acabou sendo responsável pelo maior sucesso de Marinalva naquele período: “Forró na Bica” (João Gonçalves/Marinalva), regravada em 1986 por Sandro Becker. “Forró na bica” fazia parte do disco Um bom forró, que sucedeu Cheguei (último álbum com o ex-marido e sanfoneiro Zezinho, lançado em 1983), e que marcou uma mudança no som da forrozeira. A partir da parceria com seu marido Aracílio Araújo, houve uma “acelerada” em geral nas músicas, que ficaram mais dançantes, trazendo o álbum Um bom forró arranjos de sanfona mais ariscos, principalmente em faixas como “Um bom forró” (João Gonçalves/Marques Irmão), “Quero me divertir” (Aracílio/Marinalva/Calisto Moreira), “A noite é minha” (Aracílio/Marinalva) e “No cheiro de forró” (Aracílio/Marinalva) – esta última regravada por Flávio José em 1991. Foi o primeiro trabalho de Marinalva com Aracílio Araújo e também com Quartinha (zabumba), que permaneceu trabalhando com ela por vários anos. “Marinalva cantava muito. Muito, muito mesmo. Era um Luiz Gonzaga de saia. No palco ela ia pra lá, pra cá, como Elba Ramalho. Além de grande artista, era uma pessoa muito legal, era minha amiga e comadre”, comenta o zabumbeiro, destacando a energia da intérprete em suas apresentações. Após Um bom forró, a paraibana lançou Enxugue o rato (1986), que trazia a versão cantada para a faixa-título de Luiz Moreno, com participação de Abdias. O disco foi gravado no Rio de Janeiro e contou com Marcos Farias, músico, produtor e maestro, filho de Marinês, na produção (junto com seu pai Abdias) e nos arranjos. Na sequência, veio o disco Marinalva e sua gente (1987), seu melhor e mais animado trabalho dessa fase (junto com Um bom forró). Seguindo o exemplo de nomes como Jorge de Altinho e Nando Cordel, Marinalva e sua gente contou com a inserção de metais em faixas como a regravação de “Jacaré dos Homens” (Elino Julião) e o pot-pourri de abertura com “Saudade de Campina Grande” (Rosil Cavalcanti), “Não dá pé” (Cecéu) 3 e “É tempo de voltar” (Dominguinhos/Anastácia), músicas anteriormente gravadas por Marinês. Esse pot-pourri inclusive foi utilizado pela cantora na apresentação, em rede nacional, no programa Clube do Bolinha, da TV Bandeirantes. Marinalva e sua gente foi o último disco gravado na década pela artista, que também realizou trabalhos em álbuns de outros músicos, como no LP Merengue dela (1986) de Arlindo dos 8 Baixos, onde tocou triângulo e atuou como assistente de produção, e no LP Bom pra forrozar (1989), de Duda da Passira, cantando em uma faixa. Foi também na década de 80 que Marinalva viu crescer sua popularidade no Nordeste. Era convidada frequentemente para programas locais de televisão, em canais como a TV Tupi de Recife, a TV Jornal do Commercio (Rede Bandeirantes) e TV Universitária. A agenda de shows também era cheia, com apresentações em diversas cidades nordestinas, sendo anunciada como uma das maiores atrações de grandes festividades. Os anúncios e notícias abaixo comprovam que Marinalva era uma das mais principais cantoras nordestinas do período:

Marinês

Marinês

Marinês, nome artístico de Inês Caetano de Oliveira, foi uma cantora, atriz, apresentadora e bacharel em direito brasileira.

Jackson do Pandeiro

Jackson do Pandeiro

Jackson do Pandeiro, nome artístico de José Gomes Filho, foi um cantor, compositor e multi-instrumentista brasileiro. Também conhecido como O Rei do Ritmo.

Biliu de Campinas

Biliu de Campinas

Severino Xavier de Souza, mais conhecido como Biliu de Campina foi um compositor, cantor e advogado brasileiro.

Flávio Leandro

Flávio Leandro

Francisco Flávio Leandro Furtado é um cantor e compositor brasileiro. Filho primogênito de Teté e Izinha, Flávio já prestou serviços no Banco do Brasil e no IBGE

Flávio José

Flávio José

Flávio José Marcelino Remígio é um cantor, compositor e sanfoneiro brasileiro. Intérprete de músicas tradicionais do forró pé-de-serra nordestino, seus principais sucessos são "Caboclo Sonhador", "Tareco e Mariola" e "Caia Por Cima de Mim".

Anastácia

Anastácia

Lucinete Ferreira, mais conhecida pelo nome artístico Anastácia, é uma cantora e compositora brasileira, apelidada de "Rainha do Forró". Anastácia teve interesse pela música aos sete anos de idade. Foi esposa do músico Dominguinhos, que foi seu principal parceiro na carreira musical.

Dominguinhos

Dominguinhos

José Domingos de Morais, conhecido como Dominguinhos, foi um instrumentista, cantor e compositor brasileiro. Exímio sanfoneiro, teve como mestres nomes como Luiz Gonzaga e Orlando Silveira. Teve em sua formação musical influências de baião, bossa-nova, choro, forró, xote e jazz.

Luiz Gonzaga

Luiz Gonzaga

Luiz Gonzaga do Nascimento foi um cantor, compositor e multi-instrumentista brasileiro. Também conhecido como o Rei do Baião, foi considerado uma das mais completas, importantes e criativas figuras da música popular brasileira.